Feminismo classe média e excludente
![]() |
| Revolucion femenina en Chile |
Quando se fala ou ouve de feminismo, imaginamos algo que engloba todas as mulheres, independente de sua classe social, cor ou sexualidade. Porém, o que muitas vezes vemos é uma certa "seleção" de grupos que são defendidos por moças que se dizem feministas, enquanto esquecem uma boa parcela que não faz parte do grupo o qual elas pensam que estão defendendo.
Quando eu falo de um feminismo classe média e excludente, falo sobre como garotas (geralmente são adolescentes) enxergam uma porcentagem quase que insignificante do que é o feminismo propriamente dito e quem ele de fato defende. Essas garotas, majoritariamente brancas, ricas ou de classe média, esquecem que existem uma realidade que vai muito além de seus próprios umbigos. Realidade essa que vive nas partes mais afastadas de seus bairros chiques, realidade de periferias, favelas, onde existem meninas que não sabem nem o que é a palavra feminismo e muito menos o que ele contribuiu ou pode contribuir de forma positiva em suas vidas. Além disso, há também a questão de raça dentro do feminismo, que é esquecida. Muitas vezes, a mulher negra e periférica é esquecida dentro do movimento feminista, o que faz com que retornemos aos moldes inciais do feminismo norte-americano, onde basicamente era sobre os direitos de mulheres brancas da alta classe.
Se o feminismo é um movimento que tem várias vertentes e está sempre em construção há bastante tempo, por que ainda existe exclusão dentro de um movimento que requer, acima de tudo, união das mulheres, independente de suas características?
Reflitamos.

Comentários
Postar um comentário