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Feminismo classe média e excludente

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Revolucion femenina en Chile Quando se fala ou ouve de feminismo, imaginamos algo que engloba todas as  mulheres, independente de sua classe social, cor ou sexualidade. Porém, o que muitas vezes vemos é uma certa "seleção" de grupos que são defendidos por moças que se dizem feministas, enquanto esquecem uma boa parcela que não faz parte do grupo o qual elas pensam que estão defendendo. Quando eu falo de um feminismo classe média e excludente, falo sobre como garotas (geralmente são adolescentes) enxergam uma porcentagem quase que insignificante do que é o feminismo propriamente dito e quem ele de fato defende. Essas garotas, majoritariamente brancas, ricas ou de classe média, esquecem que existem uma realidade que vai muito além de seus próprios umbigos. Realidade essa que vive nas partes mais afastadas de seus bairros chiques, realidade de periferias, favelas, onde existem meninas que não sabem nem o que é a palavra feminismo e muito menos o que ele contribuiu ou pode...

O que o Covid-19 revelou sobre as pessoas

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Foto: CDC/via REUTERS/Site: O Globo Estamos passando por uma crise mundial, uma pandemia. Um novo vírus que mostrou que não importa se você é pobre ou rico, novo ou jovem, homem ou mulher... você pode sim ficar doente e pode sim morrer. Porém, além de escancarar as desigualdades sociais para todos, essa enfermidade revelou também outras coisas: o egoísmo, a falta de empatia e a recusa de enxergar o óbvio. O simples fato de pessoas ignorarem as recomendações de ficar em casa em prol de todos revela o que a humanidade tem de mais podre e vil, o fato de ser extremamente individualista. Enquanto você que sai sem nenhuma necessidade, seja para uma simples caminhada até para a casa de alguém apenas pra visitar porque você "não consegue ficar longe da criatura", tem gente por aí que precisa se arriscar todos os dias indo trabalhar em diversas áreas essenciais, de saúde e até um simples mercadinho. E você sabia que só de você sair de casa sem motivo, pode estar colocando...

O dia 14 de Maio

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Além do fato de poucas pessoas lembrarem do feriado 13 de maio, dia da abolição da escravatura, esquecem de falar do dia 14 de maio, o dia seguinte ao fato declarado. Mas por que isso? Por que falar do dia 14, 15, 16, dos outros dias, meses, anos, décadas que se passaram após isso? O que as pessoas que esquecem ou ignoram os fatos ocorridos após a abolição é como essas pessoas, antes escravizadas, ficaram depois do dia 13. Para onde foram? O que conseguiram, além da liberdad e? Muitas continuaram nas casas de seus antigos oficialmente senhores, trabalhando em troca de quase nada, como se continuassem sendo escravizados (que de certa forma, continuavam sim). Outros, os que saíram de seus antigos “cárceres” vagaram sem rumo, sem oportunidades, ninguém olhava por eles, tampouco ofereciam algo. Os que conseguiam, também trabalhavam com pouquíssimas recompensas descentes. Para onde foram? Aos poucos, foram indo para longe dos centros urbanos, surgindo assim as periferias. Excluídos...